61 ANOS DO GOLPE MILITAR: PUNIÇÃO PARA TODOS GOLPISTAS DE 8J
NENHUMA ANISTIA! PUNIÇÃO PARA TODOS GOLPISTAS! BOLSONARO E SEUS GENERAIS NA CADEIA! PELO FIM DA TUTELA MILITAR! PELA EXCLUSÃO DO ART. 142 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL! PELO AVANÇO NAS REFORMAS DEMOCRÁTICAS E POPULARES!
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Foto: www.sinprodf.org.br
O golpe no “dia da mentira”
O golpe teve início com o deslocamento de tropas em Minas Gerais, na madrugada de 31 de março de 1964. O chefe da IV Região Militar, general Olímpio Mourão Filho (1900-1972), de passado integralista, justificou o movimento contra o governo constitucional de João Goulart alegando que o presidente tinha abusado do poder e devia ser afastado.
No dia 1º de abril, “Dia da Mentira”, o golpe consolidou-se, porque setores das forças armadas fiéis à legalidade democrática não se articularam para sair em defesa do governo nem houve uma resposta operário-popular efetiva para conter os golpistas, por causa da política reformista do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
No dia 2 de abril, foi dado o verniz político-institucional ao golpe. violando todas as normas constitucionais (uma vez que o presidente da República estava no território nacional e não renunciara), o presidente do Senado Federal, Auro de Moura Andrade, declarou a vacância da Presidência da República e o lugar de Jango foi usurpado por Ranieri Mazzili. Esse ato golpista foi logo aprovado pelo embaixador Lincoln Gordon e, oficialmente, por mensagem do presidente Lyndon B. Johnson, na qual o governo de Washington cumprimentava Mazzili por assumir a Presidência.
O golpe militar de 1964 foi contra o povo
Na verdade, o golpe militar de 1º de abril foi contra uma agenda de inclusão social, nacionalismo econômico e democratização política, num contexto histórico de avanço mundial das lutas de libertação nacional, pelos direitos civis, contra as opressões e de ruptura/superação do imperialismo/capitalismo. No Brasil, o governo derrubado não tinha nada de comunista.
Goulart, como nacionalista burguês, tentou liderar uma coalizão da burocracia estatal, do capital nacional e dos trabalhadores organizados em apoio às chamadas “reformas de base”. Essas reformas deveriam transformar as relações sociais e de propriedade responsáveis pela dependência externa e pela reprodução da pobreza, melhorar a distribuição de renda e riqueza e consolidar uma cidadania mais ampla. O sistema de acumulação proposto incluía o desenvolvimento industrial com base na substituição de importações, a nacionalização dos serviços essenciais, a instauração de controles sobre o capital transnacional e o setor financeiro, o reescalonamento ou não pagamento da dívida externa, a reforma agrária centrada na desapropriação de grandes propriedades de baixa produtividade, reformas da administração pública e expansão do regime democrático-burguês.
No entanto, para as classes dominantes brasileiras, de ontem e de hoje, redução da pobreza, direitos sociais, controle sobre o capital, nacionalização de setores essenciais e maior participação popular nas políticas públicas têm aparência de comunismo.
No golpe militar de 1º de abril de 1964, quem perdeu? O povo, homens e mulheres, trabalhadores do campo e da cidade, pobres, assalariados, remediados, estudantes, intelectuais, servidores públicos, parlamentares, religiosos, burgueses e até militares comprometidos com o regime democrático-burguês, que defendiam a ampliação de direitos e as reformas de bases. O golpe de 1º de abril foi um golpe contra o povo, logo contra a maioria dos brasileiros.
Por exemplo, os dados do Ibope mostram que, às vésperas de ser deposto, em março de 1964, João Goulart tinha boa aprovação na opinião pública das grandes cidades brasileiras, com 45% de “ótimo” e “bom” na avaliação de governo, e 49% das intenções de voto para 1965. Apenas para 16% dos entrevistados o governo era “ruim ou péssimo”, e 59% eram a favor das reformas anunciadas no Comício de 13 de março de 1964.
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Em 8 de janeiro de 2022 (8J) Bolsonaro e os golpistas queriam um banho de sangue no Brasil
Setores da extrema direita, apoiados por empresários, militares e várias organizações neofascistas, não ficaram satisfeitos com a eleição de Lula. Por isso, tentaram um em 8 de janeiro de 2023 um plano para assassinar o próprio Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes para instaurar uma ditadura no Brasil.
Se os fascistas (galinhas verdes) queriam assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, fechando o STF e o Congresso Nacional, o que fariam com o povo? Com os lutadores sindicais e populares? Com os partidos de esquerda e democráticos? Com os indígenas e quilombolas? Com a juventude trabalhadora? Com os LGBTQIAPN+? Ou com quem simplesmente reclamasse?
Os golpista do 8J queriam e querem uma ditadura militar para favorecer os capitalistas do Brasil e do estrangeiro contra os poucos direitos dos trabalhadores brasileiros e as pequenas reformas do governo Lula.
Não há inocentes entre os golpistas? Eles posam de arrependidos porque não conseguiram dar um golpe contra o povo. Esses fascistas têm que ir para cadeia!
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- NENHUMA ANISTIA! PUNIÇÃO PARA TODOS GOLPISTAS! BOLSONARO E SEUS GENERAIS NA CADEIA!
- PELO FIM DA TUTELA MILITAR! PELA EXCLUSÃO DO ART. 142 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL!
- PELO AVANÇO NAS REFORMAS DEMOCRÁTICAS E POPULARES!
- DEFENDER O GOVERNO LULA CONTRA A EXTREMA DIREITA, O IMPERIALISMO E O CAPITAL FINANCEIRO!
- LULA, ROMPA COM O CAPITAL FINANCEIRO E O IMPERIALISMO!