Um Quarto Reich nas Américas? Serão os latinos-americanos os mulçumanos da vez?
Os EUA, que patrocinaram o rearmamento alemão depois do Tratado de Versalhes, foi obrigado a repatriar capitais, tecnologia e a inteligência nazistas nos EUA depois da derrota para a URSS.
Leonardo Lima Ribeiro
O nazismo migrou para imperialismo estadunidense. Quarto Reich se consolidando. Assim como alemães queriam escravizar o Leste Europeu num embate antissoviético, agora temos os mesmos objetivos sob outra roupagem, numa conjuntura pré-terceira guerra mundial.
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Hoje, assim como é a China que ocupa o lugar da URSS, a América Latina foi transmutada em Leste Europeu e Oriente Médio. O contexto de fundo da frase de Galeano parece gerar esse raciocínio também. Lembrando também que o caso de Maduro lembra um pouco o de Allende no Chile, que foi o ponta pé inicial (com base no famigerado método Jacarta e medidas preventivas anti revolução cubana) de e para rupturas econômicas na América do Sul, bem como a instauração de ditaduras e intervenções diversas para retomada de controle da região.
Mesmo que não estejamos vivendo num cenário de pré-revolução cubana, os ianques querem não apenas impedir qualquer resistência complementar mais uma vez, mas recuperar o controle da região com base no porrete, como é típico de quem perdeu o controle econômico político da região. O neocolonialismo (no sentido que atribuiu o ex-revolucionário e ex-presidente de Gana Nkhrumah) está sendo deixado de lado para reinjecão do próprio colonialismo no formato clássico: invadir, sequestrar, matar, pilhar e escravizar são as palavras de ordem, no sentido mais forte implicado na região que menos se dobrar ao colonialismo.
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Trata-se de uma retomada nazistoide bem grave. A nostalgia do império romano, inclusive, era pauta dos nazistas. Hoje são os ianques que brincam de ser nazistas, escalonando conflito de diversas naturezas e medindo a força de suas ações com base na métrica de rendição possível de cada povo. Uma brincadeira assassina de mau gosto é uma das táticas. Tal vontade de recuperar o passado para criar um golpe de força ainda maior no presente, confirma a tese do nazismo romano revisitado.
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Nesse sentido, todos os oprimidos da América do Sul estão sob ameaça. Quem sabe agora toda aquela apatia e isenção de muita gente quanto à questão Palestina/Israel e Russa/Ucrânia passe a ser inteiramente revista.
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Por outro lado, junto com toda a contrapartida da resistência pautada como reação necessária às ameaças nazistas reais, as rupturas ideológicas se seguem. O bairrismo tupiniquim finalmente será desconstruído. E se não for também seremos diretamente responsáveis pelo sacrifício do povo brasileiro e de todas as vítimas do imperialismo no passado e no presente da América Latina.
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