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Argentina: 24 de março de 2025

Argentina: 24 de março de 2025

Pelo repúdio ao golpe genocida e pela condenação de sua base de apoio! Abaixo a ofensiva repressiva contra a luta da classe trabalhadora!

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Tendência Militante Bolchevique - Seção argentina da CLQI

Em 12 de março, houve uma resposta repressiva e selvagem do governo Milei, realizada pelo ministério de Patricia Bulrrich, contra a marcha dos aposentados, que continuou em profundidade, com crescente apoio popular. No caso de Pablo Grilloo, um fotojornalista, vítma dessa repressão, sua vida ainda está em perigo. A mobilização de apoio aos aposentados incluiu uma reunião de diferentes setores, o mais notável dos quais eram os torcedores de clubes de futebol.

A mobilização espontânea que atendeu ao chamado inusitado dos torcedores de futebol revela que a situação social é tão grave que uma parcela significativa dos trabalhadores está perdendo a paciência, certamente incluindo alguns daqueles que até agora tinham alguma esperança no governo.

Tudo o que foi dito acima indica que estamos entrando em um estágio em que as medidas de austeridade do governo Milei estão se tornando cada vez mais insuportáveis para todos os explorados e oprimidos. Aqueles setores da população que antes tinham esperança nos chamados libertários estão perdendo-as.

Neste contexto, o governo Milei, com a execução da Ministra da Segurança Patricia Bulrrich, só tem uma opção para responder à crescente espiral de lutas de massas com uma repressão cada vez maior.

Com o "resgate" do Fundo Monetário Internacional e a potencial entrada de dólares "frescos" para dar sobrevivência de apenas alguns meses a um esquema de variáveis econômicas que logo explodirá, o governo Milei prepara novos ajustes e ignora as formas institucionais da chamada "república", impondo o acordo com o FMI por decreto.

A oposição política ao Governo Milei, peronista e não peronista, é cúmplice, pois a maioria parlamentar garante a governabilidade de Milei, recusando-se a votar para obter maioria para anular o decreto e os governadores, em sua maioria, garantem o apoio da representação de suas províncias no Congresso, cedendo à extorsão mafiosa de Milei às províncias por meio da gestão discricionária dos fundos do tesouro nacional. Ao mesmo tempo, em muitos casos, eles reproduzem o modelo de ajuste em suas províncias.

A burocracia sindical, também em seus setores majoritários, tem garantido "estabilidade" social à Milei, cedendo à perspectiva de que o próprio plano econômico da Milei avance com os recursos das obras sociais (planos de saúde) que a burocracia dos sindicatos administra. É neste contexto que a maioria das direções sindicais concorda com um aumento dos salários nominais que em termos reais estão abaixo da inflação em termos da cesta básica, com o que o salário passa a ser uma variável de ajuste.

Entretanto, dada a crescente espiral de lutas da classe trabalhadora contra Milei, as burocracias sindicais da CGT acharam necessário convocar uma greve geral para 10 de abril.

É neste contexto que devemos unir a comemoração do 24 de março como repúdio ao golpe genocida de 1976, denunciando o negacionismo da direita diante dos crimes da ditadura com a oposição à escalada repressiva do governo fascista, essencialmente um instrumento dos mesmos interesses nacionais e internacionais da classe capitalista que deram origem ao golpe de 1976 e sustentaram a ditadura genocida.

Os trabalhadores de vanguarda devem aproveitar a situação atual para avançar uma organização independente, tanto dos partidos burgueses quanto das direções burocráticas, da classe trabalhadora que forneça uma saída para a atual crise que paira sobre o regime, baseada nos interesses da própria classe trabalhadora.

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